domingo, 13 de fevereiro de 2011

Masmorras

Ainda que eu morra nestas masmorras
Armadas pelo homem para que outros sofram
Não serei vencido nesta tortura, obscura
Silenciosa que passa como se fosse, imune
E assume sua verdadeira face tétrica
A cada passo dado nesta vida, indigna.

Que as masmorras não nos atinjam
Em nosso dia a dia, como hoje ocorre
Armadilhas armadas para que os inocentes sofram,
Para que os fortes sucumbam,
Para que os hipócritas e gatunos lucrem
Na desgraça e sofrimento dos comuns.

Esses torturadores de terno e gravata (bravata)
Usam as masmorras para se manterem soberanos
À custa do sofrimento de todo o povo (humano)
Não têm a menor complacência ou decência
E se travestem de salvadores
Para continuarem com seu jogo, desgraçado, desumano.

E as masmorras produto fim
Deste meio asqueroso e nojento
Continuam nos mantendo, miseráveis
E desdentados, atolados em profunda ignorância
Esperando que alguém nos [salve desta arrogância]
E nos liberte destas masmorras fedorentas.

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